Estava olhando as conversas do povo na fofoqueira eletrônica e através dessa tribuna popular é muito fácil interar-se das condições do tempo. Outro dia, o Ronaldo César, estudante finalista de Direito na AESGA e um dos blogueiros mais conceituados do interior de Pernambuco fez uma interessante enquete via Facebook: diga como está o tempo onde você se encontra agora. Choveram respostas dos quatro cantos de Pernambuco, Paraíba e Alagoas, e algumas pitadas de exterior. Geraldo contribuiu com as condições de temperatura de Buenos Aires, e eu partilhei os 12 graus vivenciados em Aveiro. Aqui, o tempo já começa a arrefecer, as temperaturas caíram um bocado, temos alguma chuva, como aquelas tempestades repentinas do Recife em que o céu parece que se abre e desaba sobre nossas cabeças em pingos grossos, para logo depois abrir um sol num céu azul sem nuvens. A vantagem aqui é que não há calor, já estamos com os nossos casacões pesados e nossos óculos escuros fashion. Neste tempo não há feio que não fique bonito. O inverno é bem mais elegante que o verão.
Enquanto nos adaptamos a estas temperaturas mais suaves - Aveiro fica na região das Beiras, no litoral e Portugal é o lugar mais quentinho da Europa. Portanto, para nós, pior seria se mais para dentro do velho continente fosse. Já perdi as ilusões acerca disso e só me convidem no verão. No inverno é daqui pro sul e olhe lá! - nos trópicos começa a esquentar a chapa para o verão. E esse ano, ao que me parece, através dos depoimentos dos internautas, a coisa parece que anda meio descontrolada. Apesar de ouvir na minha memória o Prof. Jasiel repetindo "Clima é a sucessão habitual dos tipos de tempo", estamos vivendo uma mudança climática. Não deveríamos estranhar esta evidências, pois o planeta sempre funcionou em ciclos e as imensas ossadas dos dinoussauros estão, testemunhas mudas da história. A nossa vida é regida por ciclos, ninguém é criança para a vida toda, embora alguns insistam e manter inconvenientes comportamentos adolescentes. Mas isso já é matéria para a ala psi e eu não ouso me aventurar nestas searas psicológicas. Limito-me apenas a constatá-las. Pois, como dizia, a grita dos internautas foi do calor absoluto (34, 36 graus em Garanhuns a esta época é um absurdo) a uma onda de ventos fortes, que derrubam os varões das cortinas e arancou 5 telhas do telhado da minha casa de lá. Até então, o telhado santificado feito pelo Irmão tinha escapado incólume as grandes chuvas de vento que muitas vezes infiltrou na casa dos bacanas, enquanto o nosso telhadinho quase pré-colombiano de tão bem feito, escapava às intempéries. Penso que a nossa moratória em Cristo para desastres naturais acabou-se. O jeito foi pedir a "Seu" João para repor as benditas telhas. Lá, no nordeste do Brasil, estamos vivenciando um ciclo prolongado de secas. Prever-se que no período de 2012 a 2014, as chuvas serão esparsas e mal distribuidas. Aprofunda-se assim o abismo da miseria, pois, apesar da seca ser um evento climático comum na nossa região (estamos encravados no semi-árido, só com um clima mais ameno por contada altitude), ainda não tivemos a capacidade técnica de desenvolver soluções criativas para o enfrentamento as secas. Seria isso um problema climático, que resvala no "foi Deus que quis", ou pura incompetencia humana?
No mesmo período em que acompanhava estas discussões facebookianas, vi uma conversa de Adgar e Dayse, dois ex-alunos da FDG (penso que ambos figuram na lista dos meus melhores). Ela, trabalha na AESGA, e ele, afastou-se agora a pouco, penso que está na SDS. A conversa foi assim:
Aff, não gosto de ver essas previsões dos cientistas sobre o nosso planeta. Dá uma tristeza!