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quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Dia mundial da promessa

E a primeira manhã de 2014 já segue alta. Todos os anos, costumo fazer uma listinha de uns 15 a 20 itens do que desejo realizar no período de 365 dias. Criei o hábito depois de uma conversa com Rita, que contava-me que uma prima dela levava a vida desta maneira, planejando e executando as ações como firme propósito de alcançar o que desejava. Eu bem que tento, mas geralmente a minha listinha, estatisticamente, fica pelos 60%, e sempre com um grau de flexibilidade. Quando, no meio do caminho me acontecem coisas imprevistas - a exemplo da aprovação da candidatura no doutoramento na Universidade de Aveiro, que eu jamais imaginei que aquela IES iria me aceitar - os planos vão se adequando, seguindo a filosofia do Zeca Pagodinho: "Deixa a vida me levar". Em 2014, irei fazer a listinha, sem colar pelas demais, pois, com o retorno para o Brasil e a recente mudança de Luiza do quarto pequeno para o quarto grande, não sei onde guardei os papéis. De memória mesmo, aproveito o day after do dia mundial da promessa, para rever meus planejamentos para este período, que, com a graça de Deus, viveremos na íntegra. Assim sendo, vamos a lista:

1. Resolver uma pendência na UPE. Acreditem: eu tenho uma pendência na escolaridade da UPE há mais de 10 anos. Em razão disso, não tenho o histórico da especialização em História, que conclui em 2001! Esse documento não me serve mais de nada, mas é muito feio deixar as coisas inacabadas. Não posso nem ser candidata, pois a oposição pode usar esse argumento contra mim. De quebra, passo lá para rever a minha antiga escola onde cursei a graduação. Rosa Antunes diz-me sempre que tudo estar muito mudado. São outros ares. 

2. Construir a cozinha nova. Na época que desenhamos a nossa casa, eu achava que cozinha de apartamento era o must. Hoje, 10 anos depois, percebo que a cozinha apertada não me serve mais. Preciso de mais espaço e de luz natural. E mais armários. E mais copos, pratos e panelas. Quero colocar uma mesa grande na cozinha e receber a família e amigos, como na casa de D. Nilza. Numa conversa com Dayse, ela nos contava que a avó dela tinha uma mesa grande lá na cozinha da casa de Tejipió, e sempre tinha uma garrafa com café recém passado, pães e bolos. Chegou qualquer pessoa, leva para um lanche na cozinha. Quero uma cozinha como a de D. Jura, que tinha movimento de manhã à noite, sempre disponível a mais um prato de feijão com farinha e guisado, na companhia de filhos e netos, vizinhos, histórias e muitas gargalhadas.

3. Cuidar do jardim. Foi outra opção errada que fizemos. Quando nos mudamos para cá, tínhamos o Teco, um dálmata muito querido, e igualmente terrível, que escavava tudo. Para resolver o problema, passamos o cimento na área externa. E o terreno ficou estéril. Mas, como aprendi com os engenheiros: "onde há dinheiro e vontade política, tudo se resolve". O dinheiro é pouco, mas, dá-se um jeito. A vontade é muita e a recompensa serão as flores, o relvado inspirado no quintal da queridíssima Zé Loureiro e do quintal-jardim da amiga virtual Glória Medeiros. Não quero passar a vida no meio do cimento. Quero ter trabalho com as plantas e os bichos.

4. Cuidar melhor da saúde. Tenho sido imensamente negligente comigo mesma. Dei imensos conselhos a Thayze, contudo, tenho os pés de barro. Preciso fazer uma romaria aos médicos, pois todos os meus exames estão atrasados. Tenho que voltar ao ortodontista, pois interrompi o tratamento em 2010, quando mudamos para Aveiro. Preciso, urgentemente melhorar a qualidade da nossa alimentação. Temos tomado muito refrigerante, muitos doces, pouca fibra. Não é uma questão de estética, até porque, como diria Gláucio Costa: "eu não sou modelo". Nunca tive ambição à perfeição, mas, é preciso cuidar para não deteriorar o patrimônio antes do tempo. É uma mudança de hábito difícil, mas, deve ser baseada na consciência, e não no sofrimento da restrição. Afinal, conhecimento do que é certo e adequado não nos falta. Resta construir a prática.

5. Ler mais. Este item sempre aparece nas minhas listas. Há gente que pensa que eu leio muito. Para mim  tenho lido menos que o suficiente. Perde-se muito tempo zapeando pelos 156 canais da TV, onde 100 não passam o que preste. 

6. Organizar o livro do blog. Incentivada por Audálio Ramos e Eliane Vilar, eu e Tony Neto iremos fazer uma seleção de textos deste blog para publicar como livro. Já temos alguma ideia sobre os critérios de seleção, e, precisamos de um revisor na equipe. Alguém que corrija meus erros sem dilapidar meus textos. 

7. Concluir o doc. Esta meta não depende só de mim, mas de toda a burocracia universitária. Fiz o depósito no último 21 de Outubro (lembro-me bem porque foi uma via crucis arranjar um lugar para encadernar, pois era feriado no comércio), e, segundo o gestor dos serviços acadêmicos, aguardamos a homologação. Enquanto isso, espero as correções dos orientadores. Vai correr tudo bem, e espero ser finalizada esse ano. A hora que me chamarem, irei. Esse ano é regido por Xangô e Iansã, respectivamente, orixás da justiça e da luta. teremos boas batalhas com justos vencedores.

8. Ser mais atenciosa com as pessoas. Seja na família, no trabalho ou nas reações pessoais, as pessoas estão na nossa vida por algum motivo, além da simples passagem.  No trabalho, por alguns instantes, percebi que não olhava para a pessoa quando esta vinha falar comigo. Estava absorvida com algum serviço e a tela do  computador era mais atrativa que a história que vinham me contar. É certo que as pessoas às vezes não perguntam se estamos disponíveis e vão logo despejando o seu mundo sobre nós. Mas, é preciso ter mais paciência e compreender que o tempo do outro é diferente do nosso tempo. Aline Lopes desculpou-se com os amigos via Facebook pela pouca atenção. Penso que preciso fazer o mesmo e ir além do pedido de perdão. O mesmo decorre com a família. Às vezes estamos tão ocupados com nossas responsabilidades que não ligamos ao irmão que mora em outra cidade, não visitamos os sobrinhos, não jogamos conversa fora com as cunhadas. As festas de final de ano me ensinaram que as pessoas não são eternas. Passei três anos fora e era nas festas que eu percebia o quanto estas pessoas são importantes para mim. E Deus foi tão bom comigo que não convocou ninguém enquanto eu estava no outro lado do oceano.  É por isso que ao terminar aqui, vou ligar para umas tantas pessoas, pois o melhor abraço é aquele que damos corpo à corpo.

Em síntese, é isso. Preciso me organizar para atingir estes objetivos em 2014. Não pretendo ganhar na loteria, pois não tenho o hábito de jogar. Prometo não sobrepor atividades, pois, já perdi a ambição de ser polivalente. Hoje, busco mais o prazer e a simplicidade duma coisa por  vez.

Feliz 2014. Espero que continuem cá, comigo.
Fiquem com Deus.

sábado, 29 de dezembro de 2012

Finish 2012!

Pronto. Faltam apenas dois dias e meio para terminar 2012. Cá já  são quase meio-dia. Então, a metade de 29 já se foi... Acho bacana essa coisa de terminar calendário pois dá a impressão de que estamos fechando um ciclo e iniciando uma nova fase. Mas, a realidade nos mostra um continuar de lutas quotidianas, que se seguem até chegar o nosso dia do "game over" nessa existência. Há gente que entristece nessa época do ano, nostalgias do que já passou ou lamento por não ter aproveitado? De qualquer forma, sempre me recordo de minha querida Edna Maria e suas reflexões de fim de ano. Pensando em voz alta e partilhando comigo suas expectativas e angústias, a amiga me ensinou a pensar o tempo através do ponto de vista do planeamento.Aprendi com ela que o tempo é para  ser   vivido, mas nunca desperdiçado. Trace seus objetivos e faça um pouco a cada dia, assim, o que são apenas sonhos  se concretizarão na realidade. Não por força e obra do acaso, mas, pela seu esforço e seu trabalho. Nada cai do céu, exceto caca de pombo. Até para do céu cair chuva é indispensável o ciclo hidrológico. Não existe almoço grátis. É preciso perseverança para atingir objetivos. Parece conversa mole de auto-ajuda, mas, vá lá: é a mais pura verdade.

Não vou fazer uma retrospectiva da minha vida, pois quem me acompanha por aqui já conhece bem cada passo. Minha vida pode não ser um livro aberto, mas é um box de blog. Em 58 posts, contei tudo que vi e que vivi. Andei até falando um pouco demais, incluindo os grunhidos no Facebook. Portanto, a minha reflexão é acerca da vida dos outros, através dos retalhos que tenho apreendido à distância. Este ano ficará marcado na vida de muita gente querida, seja como início de uma nova fase, fechamento de ciclo ou do prosseguir bravamente em  lutas cotidianas. 

Vejam se não tenho mil razões para sorrir por ciclos que se iniciam: 

O Kefi Saladas de Gustavo, o homem que virou salada, virou restaurante. Tenho a plena certeza que, com o talento que o garoto tem,  em anos perderemos um grande professor para ganhar um chef a tempo inteiro. O Kefi vai ser uma cadeia de restaurantes em menos de 10 anos. Fernanda Feitoza, que estudou comigo no terceirão na FDG, se encontrou como Tia Nanda e agora dedica-se aos bolos e doces, onde descobriu maior satisfação que no Direito.  Tony irá começar no mundo como Procurador adjunto, e Cristiano Lessa como Procurador de São Bento do Una. Fico inchada de orgulho desses meninos. Ana Paula passou em um excelente concurso, vai começar a trabalhar em seu primeiro emprego público efetivo em 2013. Bons ventos que trouxe o prêmio pela dedicação também soprou para Ilda, que publicou seus livros e autografou-os na Bienal. Gabriela e Rogério estão na reta final de construção da casa e Reinaldo comprou uma casa. Nasceu Ana, a princesinha do Sidclay. Anne Karol, depois da tragédia que viveu, nos brinda com lindas imagens de sua princesinha nos braços, cumprindo o ciclo do renascer a cada dia. Adriana Moreira aumentou a família e Jaqueline Gundes esta a começar a família. São bons começos, que trarão ainda mais alegrias.

Alguns ciclos se fecharam, e por isso, abrem-se novas possibilidades: Vilma terminou o doutoramento, Izabel concluiu enfermagem e Fátima Kanitar voltou para o Brasil. Eliane concluiu o seu brilhante trabalho na AESGA e encara seguidamente um novo desafio de prover políticas públicas para mulheres. Enfim, a questão de gênero em Garanhuns pode deixar de ser apenas "conversa de mulherzinha". Com isso, Giane assume a Autarquia, e um novo ciclo se abre. Lá na cidade, termina um governo desastroso e inicia-se um novo exercício, repleto de expectativas. Enquanto brasileiros, acompanhamos o fechamento de ciclo de duas personalidades sui generis: Oscar Niemyer e D. Canô encerraram sua participação neste mundo. Com o primeiro, o mundo se encantou com a beleza das linhas curvas e com a segunda aprendemos a valorizar a obra maior da humanidade: criar filhos com competência. Para além da fama, D. Canô nos legou pérolas de sua sabedoria, lapidada ao longo de 105 anos. Uma delas, virou meu bordão desse final de ano:


Com as pinturas de Luiza, o cartaz está colado na parede, bem aqui do meu lado, acima da mesa de fazer tudo. E olhe que D. Canô teve know how para dá esse aconselho! é preciso respeitar os 105 de vida lúcida dessa mulher fantástica, que dizia "Meus filhos têm a fama, mas a estrela é minha".

Em Portugal aprendi que a virada do ano é apenas um dia. Depois, no dia 02 ou 03, tudo volta a sua continuidade. O ano letivo não começa depois do carnaval e as férias ainda estão longe. Luiza vai firme e forte como finalista do quarto ano, tão sabida que faz medo. Nas lutas quotidianas, seguimos enfrentando nossas batalhas, pois o virar das folhas do calendário não resolve problemas, não define situações. Minha amiga Thayze, vítima de um equívoco científico teve tempo para medir e pesar o que realmente vale a pena nessa vida. Percebo-a hoje mais leve, menos carregada de preocupações e responsabilidades. Às vezes é necessário a ameaça a vida para que demos um freio de arrumação e admitamos que o "tenho que" também é uma escolha. Na pior das hipóteses é melhor fazer como Clodoaldo: esperou o dia inteiro para fazer a tomografia, e só foi chamado para "entrar na máquina" na hora da Gabriela. Perder o último capítulo? De jeito nenhum! E sentou toda a equipa médica para assistir o último capítulo do ramake da eterna novela de Sônia Braga. Eu por mim, vou prosseguindo, consciente que estou na reta final dessa etapa.  Prometi voltar em finais de junho, depois de levar minha sogra à Fátima. Para isso, estou a tempo inteiro grudada em artigos e dados para concluir até lá essa bendita  tese. Vamos conseguir nem que para isso tenhamos que enfrentar o nosso "arroz unidos venceremos" de cada dia. Vivo em uma contradição: Junho é perto demais para fazer o que eu preciso, e longe para voltar para quem eu quero. Mas, é assim. Se fizermos um pouco a cada dia, construímos um muito no final dos meses.

Neste final de ano não estamos sós, como alguns pensam. Eu sei que você está ai, algures no mundo, a ler essas "mal traçadas linhas". E isso me alegra mais do que me envaidece. Estamos todos juntos, e assim continuaremos enquanto Deus permitir e o nosso "game over" não chegar. E não estamos com nenhuma pressa!

Um excelente 2013 para todos nós.
Até o ano que vem, fiquem com Deus.  

     

sábado, 31 de dezembro de 2011

Tudo novo de novo

Pronto, então hoje é 31 de dezembro de 2011. E pedindo título e verso emprestado a Paulinho Moska, "vamos começar colocando um ponto final." Quem já viveu quase 40 vezes essa data, começa a olhar com perplexidade como as coisas podem se repetir. A mesma festa, o mesmo frango na farofa, a mesma maquiagem carregada que não se usa no dia-a-dia, a mesma roupa branca que depois da festa vira farda no hospital. Antes que vocês digam que eu sou adepta do Lunguismo (isso dá uma tese, pena que já comecei a minha!), confesso: esse é o meu segundo ano longe da família, e a saudade é imensa. ONatal, passamoscom a família de Francislê e Dayse, que nos juntaram aos seus agradáveis amigos da Igreja. Esse ano, tivemos um natal luso-franco-brasileiro. Na passagem do ano, Eu-Tony-Luiza de pijamas e pantufas, apesar da queima de fogos ser aqui do lado, o frio de 3 graus não nos anima a sair à meia-noite. Por outro lado, descontada a falta que nosso povo nos faz,   tem me dado um distanciamento metodológico para analisar as coisas de uma maneira menos emocional e mais divertida. 

Antigamente, tínhamos roupa nova para a festa de Natal e de "dia de anos". Crianças, tinha que ter, obrigatoriamente duas roupas. Me lembro dum vestido de marinheira que tive aos 6 anos. O meu era branco e azul escuro, o de Vilma, era vermelho e branco. Inesquecível esse vestido, pois foi com ele que passei mal na roda gigante e vomitei lá do alto, e foi tudo no cabelo da bilheteira... Tragédias de final de ano, que Ilma teve que contornar com toda a sua diplomacia, dizendo que eu também havia sido atingida, quando na realidade quem lançou a bomba de suco gástrico, sopa e seriguela parcialmente digeridas fui eu! O parque de diversões montado na Av. Santo Antonio tem suas histórias terríveis, mas era tradição, e ecomizávamos durante meses para ir "a festa".

Com o passar dos anos, fui percebendo que não adianta discutir e querer inovar, a tradição sempre ganha na mesa do Natal e do ano novo. Tem sempre o lombo nevado de Mahria, a salada de bacalhau de Vilma, o strogonoff de Izabel (o único prato que ela sabe fazer e é sempre o primeiro que se acaba), o jacaré (um bolo de carne) de Ilza, e o peru, que Ilma compra. Ilda faz a base (arroz, salada, massa). Eu, como fraude culinária, levo  caixas de sorvete (gelado) e Ilza apresenta uma torta de limão, que ela garante que ela mesma fez, mas que a embalagem tem a etiqueta do Estação Doçura.  

Frequentemente acontece a briga de casal. Sempre alguém mantém a tradição e se engalfinha com o marido/esposa em plena festa, e fica aquele mal estar generalizado. Para dissipar a onda de tristeza, um sobrinho e/ou um cunhado sempre conta anetodas ridículas, e tudo termina em sonoras risadas, auxiliados pelo teor alcoólico já elevado. No final da festa, quando os pais juntam as suas crianças adormecidas sujas e descabeladas e os jovens zarpam para outras baladas, fica sempre a pia repleta de pratos à lavar. A casa, que foi tão cuidadosamente arrumada e limpa parece uma praça de guerra, com sapatos de mulher e meias de criança por todo lado. Arrumar tudo de novo será a primeira atividade do ano novo, antes do famoso almoço R.O. (Resto de Ontem), quando voltarão as sobrinhas com restos de maquiagem escura nos olhos e os sobrinhos mortos de ressaca, contando ruidosamente "quem ficou com quem" na primeira festa do ano.

Nos dias subsequentes, haja paciência para aguentar aqueles cumprimentos absurdos: "como fosse de ano novo?!" Como FUI, se o ano apenas está a começar? Certo é Cid, irmão de Tony,  que dá um cumprimento generalizado porque não sobra paciência para os discursos repetidos de "muita paz, muito amor, muita saúde, que Nossa Senhora..." Reconheço que são boas vibrações, mas a repetição é chatíssima. Reinaldo me lembrou de outra perguntinha descabida dessas: "Onde vais passar o ano novo?!" Então, o inquirido responde: "Na casa da sogra!". O ano inteiro? Coitada dela. Pior do que isso só aquele ano que me vesti toda de preto, porque a tradição brasileira é vestir-se de branco, e inventei de beber uisque com Tevano. No outro dia, fiquei em casa e no escuro, assistindo um VHS de South Park. E foi a última vez que tomei alguma bebida alcoólica.

Pronto, vou terminar. Vou contato histórias que não acabam mais. E ainda tenho que fazer as minhas resoluções de ano novo, e me preparar para aquela inadiável dieta que prometo fazer todo 1º de Janeiro.

Fiquem com Paulinho Moska, que em 2012 aconteça tudo de bom que nos esforçarmos para fazer acontecer.



Até o ano que vem, fiquem com Deus!