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domingo, 13 de maio de 2012

Here comes the sun :)))

Depois de um inverno muito estranho, sem chuvas, com o céu mais azul que já vi e um frio de rachar, finalmente, parece-me que chegou a primavera. O inverno atípico e seco acertou em cheio a agricultura e a pecuária. Criadores do Alentejo sofreram para manter os rebanhos, pois as pastagens ressecaram. Lavouras foram perdidas e os reservatórios tiveram a sua menor baixa dos últimos 20 anos. Ao mesmo tempo, uma vaga de frio matou muita gente (principalmente idosos) Europa à dentro. Felizmente, aqui é o lugar mais quentinho destas bandas, embora tenhamos aguentado muito frio nesta Beiras. Por meu lado, parei de me queixar do tempo, pois reclamação não esquentam ninguém, só me deixam mais ranzinza. Ademais, Portugal ao sol é um dos sítios mais belos para se viver.

As árvores já estão verditas há tempos. Poucas ainda mostram os galhos esguios. Em toda parte há flores. Apesar de todas as manhãs amanhecer nublado, as temepraturas já se elevaram: 20 graus aqui dá praia! Ao final das manhãs, já beirando a tarde, as nuvens afastam-se e o sol brilha no céu azul. Agora, os dias são mais longos, e as tardes, quase intermináveis. "Nesta época, é preciso cuidado", aconselha-me solicita, minha querida Dayse. O clima seco e o calor exigem maior hidratação, e as garrafinhas de água sempre estão à mão. Os estudantes costumam levar garrafas grandes de um litro, garantindo o consumo durante o dia. Não vale a pena manter a linha com copinhos pequenos ou garrafas miúdas. Uma garrafa grande sai mais barato e será consumida inteira naquele mesmo dia. Além da hidratação, a pele sofre com a baixa umidade do ar. Os "cremes gordos" devem ser utilizados sem reservas por mulheres, homens e crianças. A pele ressecada, torna-se quebradiça e irritada, o menor comichão pode abrir feridas. Achei muita graça quando Marcelo Leão, dividindo conosco a sua experiência vivida em Barcelona, sentenciou que o sujeito nordestino (cabra aqui é nome feio) quando vem morar na Europa fica meio afrescalhado, passando creme. Mas, é necessário e se não fizer, o prejuízo é maior. Além disso, é necessário ter cuidado para não se exceder nas horas de trabalho, pois como o sol só se põe depois das 20h20, corremos o risco de perder a hora e continuar trabalhando, atrapalhando os horários de alimentação e repouso. É uma provação à temperança.

Nesta época o mundo fica mais bonito. Acordamos pela manhã com o canto dos pássaros que vivem nos parques da vizinhança. Os casacões escuros e pesados são substituídos pela "deselegância discreta" das meninas do mundo no (quase)verão europeu. Aos poucos, a cidade vai sendo ocupada por turistas que chagam em grupos, famílias ou casais. São tantos rapazes jovens empurrando carrinhos com bebés, enquanto as jovens esposas puxam os maiores pela mão. Me surpreendem as famílias de três, quatro miúdos em escadinha com seus cabelos de milho, tão louros, quase brancos. Já me habituei a vê-los a fumar nas esplanadas dos cafés, enquanto folheiam jornais do dia, com os cães atados aos pés, enquanto os filhos pequenos arriscam a vida em brincadeiras mirabolantes. E, ao caminhar, apesar da guerra biológica que travo com as flores, apetece-me parar e fotografá-las. O  pólen tornou-se o meu inimigo número 1 da primavera, jamais imaginei que as florinhas que desabrocham na sebe que arrodeiam os canteiros da UA fossem adversárias tão temíveis. Para não entrentá-las, prefiro fazer o caminho mais longo, vou pelo outro lado onde tem sol e a brisa é perfumada pelas salinas. Aqui e ali saco a Torradeira da mala e vou acertando e errando imagens pelioo caminho:

Florinhas de mato, lindas!

Nestes arbustos brotam estas flores interessantes abaixo!



Flores de canteiros de rua. Aveiro está colorida com elas.


Um exagero de margaridas num jardim há muito abandonado
Uma flor muito perfumada, talvez uma prima próxima da angélica
Rosas na janela
Nos jardins das moradas, muitas rosas.


Um músico de rua à beira da ria a tocar "Here comes de sun" num sábado de manhã


São dias bonitos, abençoados. Bom de caminhar pelos passeios de pedrinhas, olhando as pessoas sob o sol. Assim, reconhecemos porque esta estrela de quinta grandeza é tão importante ao equilíbrio do planeta e de todos os seres que por aqui se aventuram nesta grande jornada.


Até Amanhã, fiquem com Deus.


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quarta-feira, 8 de junho de 2011

7 mil

Em comemoração aos 7 mil acesso a este nosso espaço, flores!

Nosso post mais visualisado é "Flores no caminho". 
Aqui vão mais flores que enfeitaram nossos dias em terras portuguesas.



Flores, flores, flores


Em cima do muro! 

Jardim muito bem cuidado!

 
Até as mais simples são um espetáculo!



Hortências... as preferidas de minha mãe!



Adoro ganhar flores. Prefiro-as plantadas num vasinho,a beleza dura mais.
Até no meio da rua!
Ou no meio do mato,elas embelezam nossos dias.
Obrigada pela companhia.
Essas flores são para vocês que estão sempre aqui, na energia positiva!
Témanhã, fiquem com Deus!
 

terça-feira, 1 de março de 2011

Flores no caminho

Ainda é inverno, e, nem adianta guardar os casacões e sombrinhas, pois aqui tem um ditado que diz assim: "abril, águas mil." Ou seja, muita água ainda vai rolar. Mas, andamos por estas ruas pensando como será quando as árvores estiverem "vestidas". Aveiro é uma cidade ricamente arborizada e muito florida, o que tornam os caminhos lindos! Fizemos umas fotos pelo caminho nosso de cada dia, de casa para escola.


Quando cheguei aqui há três meses, as manhãs eram assim: cara fechada e as árvores nuas espetando o céu cinzento, no melhor estilo europeu. 


Hoje o tempo está mais amistoso. Essa é a Árvore Branca do Parque Infante D. Pedro, que fica ao lado da Escola da Glória, onde Luiza estuda. 

Essas árvores rosa são lindas, e as flores tem um perfume bem discreto. No dia em que choveu granizo, a rua ficou atapetada de pétalas e pequenas bolinhas de gelo. Lindo e com um cheiro muito bom, misturando o perfume da flores com o cheiro de melancia do granizo.  




Ao lado, o arbusto das florinhas azuis. Fica lindo no final da tarde. Dá para ver as pequenas flores?
Pena que internet (ainda) não tem cheiro, pois elas são bem perfumadas. 










Aquela mesma árvore rosa, sendo numa rua do outro lado, como quem vai para cinco bicas. Esse lugar é a cara do Recife, naqueles emaranhados da rua de Santa Rita. Quase não resisto a tentação de segurar a bolsa!




 Essas flores azuis são lindas... É o jardim da casa do"amigo cachorro", que Luiza pôs o nome de Pepe, um cachorro já idoso, super gente boa. São orquídeas?




Nunca havia visto margaridas com o miolo azul escuro. Essas pequeninas são muito lindas, ficam lá próximo aos casarões abandonados do Estado. Tem uma pichação assim: "Tanta gente sem casa e tanta casa desabitada!" Os casarões antigos são problemas, pois o imposto é altíssimo, e a lei do aluguel local é meio doida. Depois, falaremos nisso. 



As camélias são um show a parte! desde que as vi pela primeira vez, fiquei encantada. São arbustos altos, lembra um pé de pitanga, coalhados de flores maravilhosas. Vermelhas, brancas,rosa, mescladas, quase laranja. São maravilhosas! 










Vê que coisa linda!  São as minhas preferidas. Não é à toa que é o símbolo da Maison Chanel.




 



Os jardins das casas (enormes!) são muito bem cuidados. Essa plantinha (acima) está cada dia mais linda!





Já este jardim abaixo, foi fotografado por Tony em uma manhã de neblina, é passagem obrigatória para irmos à escola. Está cada dia mais bonito!


 








Essas árvores ficam em frente ao Hospital. Do outro lado da pista duplicada é a Universidade. O interessante é que nessa época do ano, esta árvore (que eu não sei o nome), não tem folhas, mas sim umas bolinhas amarelas.  

A mais linda flor do meu jardim!!!!!


Saudade de hoje: do jardim da nossa casa, lutei muito com o chão batido de barro, e com muita insistência,  conseguimos fazer brotar flores. Hoje, de longe, contamos com o auxílio de Ilma, Izabel e Pablo, e, o cuidado de Tony, para fazê-las esperar por nós!

Fiquem com Deus!